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SER OU NÃO SER EMPREENDEDOR? EIS A
QUESTÃO...
por
Leila Navarro
Muitas pessoas acreditam que, para ser empreendedor,
basta ter uma boa idéia e abrir uma empresa
ou negócio. Mas será mesmo tão
simples assim?
Segundo o dicionário, empreender é realizar,
pôr em execução. Não se
trata necessariamente de abrir um negócio,
mas ter iniciativa, capacidade executiva e coragem.
Por isso é que, normalmente, imaginamos o empreendedor
como uma pessoa inovadora, criativa e determinada
a realizar objetivos.
Empreender é com a gente mesmo! O povo brasileiro
é reconhecido como um dos mais empreendedores
do mundo, e uma coisa que certamente contribui para
isso é nossa criatividade. Temos facilidade
em ver oportunidades de negócios – tanto
é que não nos faltam histórias
de pessoas que criam diferencial em produtos commodities.
No Brasil, taxista serve bebidas, tem jornal e geladeira
dentro do carro. Camelô que faz sucesso com
sua barraca vira palestrante e fala para grandes empresários.
Estilista faz bolsa e vestidos com latas de refrigerante
e exporta suas criações.
Porém, não basta ter criatividade. Não
basta também sonhar e ser motivado, outros
traços marcantes do brasileiro. É preciso
ter capacidade de planejamento, estratégia
e visão de negócios. E nesses aspectos
é que o nosso empreendedorismo natural peca.
Não é à toa que tantas iniciativas
de negócios, apesar de muito criativas, acabam
não se consolidando por aqui. É bem
verdade que a burocracia e a tributação
excessiva dificultam a missão de abrir –
e mais ainda de manter – uma empresa legalmente
constituída. Mas isso não é justificativa
para uma iniciativa não dar certo. Aliás,
para o empreendedor que tem convicção
e está disposto a batalhar por seu sonho, essas
dificuldades são apenas mais um obstáculo
a ser superado. O verdadeiro empreendedor não
procura desculpas nem culpados para as suas dificuldades.
Segue em frente, sabendo o que tem de fazer.
Agora, para saber o que tem de fazer, ele precisa
de um plano de ação. Precisa determinar
com clareza o objetivo que deseja alcançar
e desenhar um roteiro para chegar lá. Deve
conhecer a realidade do mercado em que pretende atuar
e de seus concorrentes. Tem de definir todas as ações
que fazem parte do roteiro e segui-las com determinação,
mas também com jogo de cintura para contornar
as dificuldades que surgem no meio do caminho.
Enquanto os candidatos a empreendedores acreditarem
que basta ter um sonho ou uma sacada criativa para
um negócio, seu projeto ficará no ar.
É preciso botar os pés no chão
para materializar o sonho, e para isso existe o plano
de ação. Depois, é seguir o caminho
traçado com motivação, fé
e convicção.
Como diria um amigo meu, o impossível é
o impensável: se algo foi pensado, pode ser
realizado. A esse pensamento, acrescento mais um:
o sonho, no empreendedorismo, é a idéia
a partir da qual se consegue fazer um planejamento
estratégico e um plano de negócios.
O que não é planejável é
fantasia, e essa nem papel aceita...
Leila
Navarro
Autora de vários livros. Ministra palestras
em todo o Brasil e na Europa.
Portal da palestrante Leila Navarro: www.leilanavarro.com.br
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