|
PRINCIPAIS ETAPAS DE EXPORTAÇÃO
PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS (PME)
por
Marcos Vargas Jr.
Se pudesse resumir em poucas palavras e apresentar
um breve comentário sobre a participação
da seleção brasileira de futebol, no
maior evento já organizado na Terra, a Copa
do Mundo 2006, realizada na Alemanha, afirmaria: "Faltou
atitude e postura ponto final (ou para os mais exaltados:
ponto de exclamação)". O que importa
é que voltamos ao ponto de encararmos a dura
realidade: precisamos exportar. Esse sim é
o jogo que devemos ganhar, ou para os mais céticos,
o jogo que necessitamos aprender a jogar.
Um dos grandes obstáculos à política
de exportação para as PMEs é
a falta de informação. Apex, Sebrae,
Ministérios, Câmaras, Progex, Ciesp/Fiesp
etc. São tantos órgãos e entidades
a consultar que muitos empresários, com certa
facilidade, sentem-se desorientados.
Em seis etapas, inicialmente, apresentamos um resumo
que irá auxiliá-lo a enfrentar o "caminho
das pedras" da exportação.
1. Preparar a empresa: efetue o registro
de exportador na Secretaria do Comércio Exterior
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (MDIC) ou na Delegacia
da Receita Federal mais próxima. No site do
MDIC - www.mdic.gov.br,
é possível encontrar no link "exportação"
as dicas de como adquirir o registro.
2. Identificar os mercados: estabelecer
contato com compradores no exterior. Ao identificar
o importador, fornecer informações sobre
quantidade disponível, aspectos técnicos,
condições de venda, prazo de entrega
e preço unitário da mercadoria. Através
de um simples cadastro no site www.braziltradenet.gov.br,
é possível realizar pesquisas de mercado,
analisar tendências e ainda pesquisar ofertas
de exportação. No site www.guiatelefonica.com,
uma espécie de página amarela global,
existem endereços e telefones de empresas em
mais de 180 países.
3. Analisar o mercado para avaliar a viabilidade:
uma vez identificado o mercado, a empresa deve efetuar
uma análise com relação a preços
praticados no país, diferenças cambiais,
nível de demanda, sazonalidades, embalagens,
exigências técnicas e sanitárias,
custo de transporte e outras informações
que influenciarão na operação.
O site www.barreirastécnicas.com.br
mostra as exigências feitas pelos principais
parceiros do Brasil para adquirir produtos. A União
Européia também fornece os interesses
do continente no comércio internacional, bem
como as exigências dos seus fornecedores, no
endereço www.europa.eu.int/index.
4. Contatar o importador: identificado
o cliente, é imprescindível que seja
enviado a ele o maior número possível
sobre o produto; pode-se utilizar catálogos,
lista de preços ou amostras. O Conselho de
Câmaras Internacionais de Comércio (CCIC)
reúne as principais Câmaras de Comércio
Brasileiras - dcomex@acsp.com.br.
Outra opção é a Redeagentes,
uma comunidade de agentes de comércio exterior
que tem por finalidade assessorar e treinar as empresas
de pequeno porte - www.redeagentes.gov.br.
5. Formalizar a negociação enviando
uma fatura pró-forma: é necessário
criar uma fatura pró-forma, onde devem constar
informações sobre o importador e o exportador,
descrição da mercadoria, peso líquido
e bruto, quantidade e preço unitário
e total, condições de venda e modalidade
de pagamento, meio de transporte e tipo de embalagem.
6.
Verificar capacidade de atender à demanda:
caso não haja mercadoria em estoque, o exportador
deve agilizar a produção e ficar atento
a questões como controle de qualidade, embalagem,
rótulos e marcação de volumes.
Marcos
Vargas Jr.
Administrador e Consultor de Empresas
E-mail: marcosvargas@consultoria.net
Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno
A - Pág. 11
|