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OBJETIVIDADE EM MARKETING
por
Nildo Leite
Todos nós sabemos que hoje, para qualquer organização,
o lucro está na satisfação do
consumidor. Os que ainda pensam e/ou acreditam que
o ferramental e as técnicas de marketing podem
ser utilizados para “empurrar produtos e serviços
ao mercado” estão com seus dias contados.
A
boa pratica do marketing recomenda que seu planejamento
deve contemplar e promover a melhoria contínua
dos processos, atentando para a função
social de atendimento aos desejos, de bem-estar e
de necessidade das pessoas, traduzindo-se entre outros,
num organismo de promoção da satisfação
e da qualidade de vida, fazendo com que a oferta seja
bem estruturada para ser oferecida em nível
de indivíduo e de sociedade.
É
necessário que se entenda que o marketing justaposto
nas organizações não apenas será
um estimulador ou direcionador de demanda. Estimular
e direcionar a demanda pode até ser fácil
e muitos até poderão conseguir. Mas,
por quanto tempo?
Empresários,
executivos e gestores conscientes, sabem que para
suas organizações já não
é tão fácil atender necessidades
com o padrão de eficiência exigido pelo
mercado, que a concorrência está se tornando
cada vez mais aferrada, que a tecnologia impacta substancialmente
no encarecimento de muitos serviços (a área
de saúde é um exemplo), que é
preciso informar ao consumidor onde se está,
quais são e como são seus produtos e/ou
serviços, com que níveis de qualidade
etc. Estes profissionais entendem que se não
agirem de forma criativa, preventiva, corretiva, adaptativa
e competitiva, a conseqüência virá
através de sérias dificuldades financeiras
que poderão levar as organizações
que dirigem à extinção.
É
sabido também que no planejamento, para servir-se
de estratégias e de ações pertinentes
de marketing, as organizações que buscam
respostas comportamentais de curto, médio e
longo prazo de um determinado mercado, devem analisar
e considerar a interpretação das pessoas,
pois é a partir daí que todo o processo
de concepção de imagem a respeito de
seus serviços é constituído e
definido, ter informações profundas
e verdadeiras de si próprio, do seu macro e
do seu micro-ambiente. Para qualquer organização,
o processo de planejamento de marketing deve desempenhar
o apropriado papel de integrador, tanto internamente
ao compendiar os recursos tecnológicos e as
necessidades do mercado, quanto externamente trazendo
o consumidor para dentro da organização
como participante do processo de alargamento e ajustamento
de serviços. Isso é básico em
marketing: a participação do consumidor
no partilhar de conhecimentos.
Infelizmente,
por não atentarem, por não saberem ou
por não entenderem como as pessoas percebem
as idéias, os produtos e os serviços,
é que milhões de reais são gastos
todos os dias por várias organizações
(e de todos os portes e segmentos) com custos e despesas
desnecessárias, com incursões despropositadas,
com ações promocionais sem fundamento
e/ou mal implementadas, em publicidade e propaganda
mal feitas (tanto na forma quanto na utilização),
em treinamentos, congressos, palestras etc, que deveriam
ter cunho técnico, mas que terminam enveredando
para o “oba oba” sem que se acrescente
absolutamente nada, com pseudoprofissionais que convencem
pela eloqüência das suas palavras e/ou
frases decoradas e de efeito etc, etc, etc.
Parafraseando
o que disse um autor desconhecido, muitas dessas organizações
nem sabem o que estão fazendo, outras nem sabem
o que fazem ou por que fazem, e ainda outras fazem
porque outras fazem.
Nildo
Leite
Mestre em Marketing e Gestão Empresarial pela
Universidade Internacional - Lisboa – Portugal,
pós-graduado em Marketing pela Escola Superior
de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), em Administração
com ênfase em Recursos Humanos pela Universidade
Estácio de Sá (UES-RJ) e em Estudos
de Política e Estratégias Nacionais
pela Escola Superior de Guerra (ESG/ADESG-BA). É
Consultor de Empresas, Coordenador e Professor de
cursos de pós-graduação e graduação
em instituições de ensino em Salvador-Bahia.
Email: nildo.leite@oi.com.br
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